História da cerveja no mundo

Você já se perguntou como a cerveja foi inventada? Para falar a verdade, historiadores acreditam que a cerveja não foi inventada, mas sim descoberta.

Tudo começou há algum tempo, cerca de 9000 a.C, quando o homem abandonou a vida nômade e começou e estocar grãos para se alimentar.  Surgiram então, na Ásia ocidental, os primeiros campos de agricultura de cereais, como cevada e trigo.

 

Como a cerveja foi descoberta

Essas primeiras civilizações cultivavam os ingredientes vitais para a produção da cerveja. Ninguém sabe ao certo como esse processo foi descoberto, mas acredita-se que, como alguns os cereais eram inadequados para serem comidos crus, eles eram esmagados e depois mergulhados em água.

Esses grãos engrossavam a sopa e, quando embebidos em água, começavam a brotar, com um gosto adocicado. Como as fontes de açúcar eram poucas, a doçura do grão ‘maltado’ era muito valorizada. Dessa maneira, começaram a ser desenvolvidas técnicas de preparação de malte, nas quais o grão era primeiro enxaguado e depois seco.  Essa é a primeira etapa do processo da preparação da cerveja, onde o resultado é o malte.

malte

Alguns historiadores acreditam que um pouco desse cereal foi armazenado em vasos, para uso posterior. Uma chuva eventual umedeceu os grãos, que durante a noite fermentaram. Isso acontece pelo ataque de microorganismos, que dá início ao processo de fermentação. Eis que foi descoberta a cerveja!

Pesquisadores afirmam que a cerveja começou a ser produzida pouco tempo depois do surgimento do pão. A similaridade nos ingredientes fez com que ela fosse chamada de “pão líquido”.

 

Sumérios são responsáveis por registrar o processo de produção

Os sumérios, sul da Mesopotâmia, foram os primeiros a deixar um registro da produção da cerveja. Inscrições feitas em pedras mostram a importância da bebida para esses povos. Conforme registros, eles dominavam os processos produtivos de 20 tipos de cervejas diferentes. A principal deu origem a uma bebida conhecida como Sikaru, utilizada para honrar os deuses e alimentar doentes.

A peça suméria conhecida como Monumento Blau (4000 a.C.), mostra a cerveja sendo oferecida à Deusa Nin-Harra.

monumento blau

Monumento Blau.

 

Egípicios e romanos tornam a cerveja conhecida

Logo, os egípcios aprenderam a arte de fabricar cerveja e agregaram o líquido à sua dieta diária. A expansão definitiva da cerveja se deu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la a todos os lugares onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e a ele é atribuída a introdução da cerveja entre os britânicos e gauleses (hoje França).

Foi então que a cerveja ganhou seu nome definitivo. Isso porque os gauleses denominavam essa bebida de “cerevisia” ou “cervisia”. O nome era uma homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.

No século I d.C., a cerveja já era produzida pelos antepassados dos alemães e dos franceses e alcançou outras regiões do continente europeu, como a Bélgica, Inglaterra, Irlanda e Holanda.

A mais antiga cervejaria ainda em funcionamento fica no Mosteiro Beneditino Weihenstephan, na Bavária. Acredita-se que sua loja foi aberta em 768 d.C.

Mosteiro de Weihenstephan

Mosteiro de Weihenstephan, fundado por São Corbiniano no ano de 725. Hoje é um importante centro de formação de mestres cervejeiros e produz as cervejas Weihenstephaner.

Referência:  Livro Larousse da Cerveja, Editora Larousse.

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